Skip navigation

Category Archives: Mobiliário Melancólico

Um Salto no Vazio_Yves KleinFVCB_UmSaltonoEspaco_CONVITEDIGITAL
UM SALTO NO ESPAÇO

A exposição reúne um grupo expressivo de artistas brasileiros e alguns artistas europeus de diversas gerações, com trabalhos que apresentam desde a ocupação do espaço real à sua representação virtual, do espaço íntimo ao espaço urbano, do universo psicológico ao território social, da reconstrução ficcional ao documento do real, do cheio ao vazio, do sólido ao etéreo, da presença material ao jogo da imaginação.

Participam de Um Salto no Espaço: Angelo Venosa, Anna Bella Geiger, Claudio Goulart, Clovis Dariano, Daniel Acosta, Daniel Santiago, Elaine Tedesco, Eliane Prolik, Flávio Damm, Goto, Lucia Koch, Luciano Zanette, Marlies Ritter, Mario Röhnelt, Nelson Wiegert, Michel Zózimo, Pedro Escosteguy, Regina Silveira, Regina Vater, Rochelle Costi, Romy Pocztaruk e Vera Chaves Barcellos, além da participação especial de Grégoire Dupond e Yves Klein.

Consolidando-se como uma instituição que difunde a produção artística contemporânea e estimula o debate em torno dela, a Fundação Vera Chaves Barcellos segue na promoção de encontros com artistas, palestras com teóricos e visitas mediadas, apostando, através do seu Programa Educativo, no potencial socialmente transformador da arte.

UM SALTO NO ESPAÇO
Abertura: 23 de Agosto de 2014
Visitação: De 25 de agosto a 29 de novembro
http://fvcb.com.br

 

 

http://arteseanp.blogspot.com.br/2014/05/conversando-sobre-arte-entrevistado_28.html

 

foto Jerri Rossato Lima

 

 

Vista da exposição Mobiliário Melancólico

Vista da exposição Mobiliário Melancólico

2006

MAC RS

Mobiliário Melancólico

Em um alfabeto de associações encontramos corpos que encenam uma tensa coreografia.

Profanando o sentido das coisas, as obras falam de uma certa impossibilidade de servir. Um mal estar é produzido frente a esses objetos ordinários aliando em suas características a subversão de não ceder ao uso, de não representar nada mais do que elementos a serem olhados, sem função, sem uso, sem escravidão passiva.

É acalentada uma sede em retirá-los da dormência, objetos muitas vezes produzidos em série, recolocando-os em outras séries, ora como talismãs que encarceram e cristalizam, ora como espelhos que transpassam e refletem, ora como janelas que simulam vertigens.

Com uma filosofia do não, as obras delatam uma lógica desorganizadora, em um espaço que se propõe a ser o testemunho de um desvio.  As obras atestam que a vida social, em sua integralidade, está imersa em uma atmosfera estética.

Em um ímpeto de formas, que flertam com um universo propenso a ambivalência, a matéria se torna um desenho de associações.  Uma lógica do afeto na qual os objetos de desejo são depositários de relações afetivas.  Mecanismos que evidenciam pontos de contato e expõem ângulos cegos.

Em territórios onde se avistam espaços de litígio que como em um rasgo afloram distorções em um laboratório de acréscimos com mil dobras.  As obras funcionam como aparelhos que engendram operações nervosas, relações sistêmicas que formam uma morfologia de corpos que gritam.

Através de um parentesco de desdobramentos condensam-se experiências e situações precárias. Dispositivos que propõem a fratura e que se inscrevem em uma relação de poder que responde a uma urgência.

Há uma intensa reflexão acerca de uma teoria da pele, quando o toque se coloca como hemorragia, um excesso onde tocar significa atingir.

Expondo sobreposições, justaposições, distensões e afastamentos entre corpos. O toque aqui funciona como uma política de sentidos, quando a conversão ao tátil evoca uma dança de incorporações e confrontos.

Em uma noção de um espaço incorporado encontramos objetos que guardam a presença do mundo, quando as coisas sobrevivem como um testemunho da ginástica dos corpos.  Embebidas no espelhamento, as obras sintetizam parábolas.

Ao final, percebemos que as coisas não calam. Nas adjacências encontramos o diagnóstico de um mundo ferido.

No deslizamento de um corpo náufrago, atestamos as variações de impossibilidades.

Marlen De Martino

Doutora em História, Teoria e Crítica de Arte, UFRGS; Mestre em História Cultural, UFSC

2006

Luciano Zanette_Luvro_2007_

Luciano Zanette

Luvro

série Mobiliário Melancólico

2007

madeira e laca

90 x 50 x 60 cm

desenho_2002

Luciano Zanette

sem título

série Mobiliário Melancólico

2006

nanquim sobre papel

20 x 30 cm

Exposição Mobiliário Melancólico

MAC RS

desenho 2002

Luciano Zanette

sem título

série Mobiliário Melancólico

2006

nanquim sobre papel

20x 30 cm

Exposição Mobiliário Melancólico

MAC RS

desenho 2005

Luciano Zanette

sem título

série Mobiliário Melancólico

2005

lápis e nanquim sobre papel

20 x 30 cm

Exposição Mobiliário Melancólico

MAC RS

desenho-2002

Luciano Zanette

sem título

série Mobiliário Melancólico

2002

nanquim e aquarela sobre papel

20 x 30 cm

Exposição Mobiliário Melancólico

MAC RS

fotografia

Luciano Zanette

sem título

série Mobiliário Melancólico

2006

fotografia colorida

45 x 60 cm

Exposição Mobiliário Melancólico

MAC RS

sublimador

Luciano Zanette

Sublimador 

série Mobiliário Melancólico

2006

madeira e laca

80 x 50 x 65 cm

Exposição Mobiliário Melancólico

MAC RS

Conversor

Luciano Zanette

Condensador 

série Mobiliário Melancólico

2006

madeira e laca

80 x 50 x 50 cm

Exposição Mobiliário Melancólico

MAC RS

hipóteses da vida comum

Luciano Zanette

Hipóteses da Vida Comum

série Mobiliário Melancólico

2006

madeira e laca

110 x 100 x 250 cm

Exposição Mobiliário Melancólico

MAC RS

Vale ter ser tesa

Luciano Zanette

Vale Ter Ser Tesa

série Mobiliário Melancólico

2006

madeira e laca

80 x 100 x 210 cm

Exposição Mobiliário Melancólico

MAC RS

Leitor

Luciano Zanette

Leitor

série Mobiliário Melancólico

2006

madeira e laca

80 x 40 x 180 cm

Exposição Mobiliário Melancólico

MAC RS

Luciano Zanette_Hábitos Insuficientes_2006

Luciano Zanette

Hábitos Insuficientes

série Mobiliário Melancólico

2006

madeira e laca

75 x 100 x 220 cm

Exposição Mobiliário Melancólico

MAC RS

Luciano Zanette

sem título

2006

nanquim sobre papel

20x30cm

Exposição Mobiliário Melancólico

MAC RS

%d blogueiros gostam disto: